A PARCELA DE CULPA

A PARCELA DE CULPA

Difícil não nos sentirmos culpados quando alguém que amamos e está próximo a nós, principalmente em se tratando de filhos, torna-se um dependente químico ou alcoólico. Fato, é que não somos culpados pelas escolhas tomadas por eles. O que mais se vê hoje em dia são informações referentes ao efeito destrutivo do uso da droga na esfera familiar, social, educacional, profissional, financeira e espiritual; a violência desencadeada pelo uso das mesmas; entre outros transtornos.

O indivíduo que desenvolve a dependência química e alcoólica, já traz uma predisposição orgânica, onde acaba por fazer uso da droga quando surge a oportunidade, através de amigos de escola, de trabalho e até mesmo em casa, como por exemplo, com a famosa “cervejinha” no final de semana, a maconha que muitos pais consomem, achando ser inofensiva e o próprio consumo do tabaco.

Temos sim uma PARCELA de culpa, quando deixamos de lembrar que somos referência para nossos filhos e, que nossos atos se tornarão comuns e, portanto, serão repetidos por eles. Somos culpados quando, em decorrência do estresse do trabalho e responsabilidades diárias, deixamos de nos perceber em nossas atitudes, nos afastamos da responsabilidade de educar nossos filhos através da imposição de limites, de estabelecer um código ético e moral em nossas relações familiares e sociais; não nos interarmos sobre as amizades de nossos filhos, achando o comportamento de todo adolescente “normal” e inofensivo ao convívio de nossa prole; não sentamos em algum momento com nossa família e nos indagamos sobre como foi o dia, se a pessoa está bem, se houve algum problema e como foi solucionado etc.

Acredito que na maioria das vezes, tudo que foi mencionado acima, tenha sido feito para ser evitado o problema, mas ainda assim, se mostrado indiferente a uma tendência natural da pessoa, uma doença latente que se manifesta quando uma pequena oportunidade se apresenta.

O alto índice de usuário e dependentes de drogas e álcool, e suas respectivas agressões decorrentes do consumo que se apresentam atualmente e inundam os noticiários, deve servir para refletirmos a tal respeito e então tentar novas abordagens para educarmos nossos filhos, sem violência, mas também não sendo complacentes.

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