A CULPA NÃO É SUA

A CULPA NÃO É SUA

Necessitamos sentir que estamos no controle de nossas vidas e nas vidas de quem nos são próximos e, quando algo ruim acontece, esta necessidade faz com que busquemos um culpado para o ocorrido, nem que seja a própria pessoa, que se martiriza, acreditando que magicamente, um Poder Maior se apiedará desta e providenciará a cura para seu ente querido. Isto é lindo, mas fantasioso. Existe um direito concedido chamado de livre arbítrio, e que somente a própria pessoa acometida pelo problema pode optar por continuar doente ou buscar um auxílio e ser agraciado com a recuperação.

Cabe a família ter o discernimento para saber quando e como intervir de maneira adequada, decidida, fundamentada pela razão e não pela emoção.

Na Dependência Química, não existem culpados pela doença, pois não escolhemos qual iremos desenvolver, simplesmente adoecemos devido a predisposição genética; mas existem responsáveis pelo tratamento e manutenção da recuperação.

Só podemos combater uma doença, quando tomamos conhecimento desta. O ideal seria prevenir qualquer patologia, mas se a mesma já se manifestou nos cabe apenas tratá-la ou dar condições para que a pessoa se trate.

Não podemos esquecer que o dependente químico em uso de sua droga de preferência, perde seu caráter, seu discernimento, sua razão e deixa de ser a pessoa que a família conhece, passando a ser a representação viva da droga, por isso, dependendo da quantidade consumida e do tempo de utilização, a única alternativa possível é uma internação para que haja uma desintoxicação e o restabelecimento da saúde mental e emocional do paciente.

A culpa só existe para quem se omite da responsabilidade em promover a saúde do dependente químico após receber orientação especializada, não para aquele que busca a sanidade de seu ente querido através de atitudes embasadas na razão.

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