COMO A PESSOA ENTRA NAS DROGAS

COMO A PESSOA ENTRA NAS DROGAS

Costumamos culpar os “amigos” de nossos filhos quando descobrimos que este está bebendo demais ou fazendo uso de outras drogas, mas, esquecemos de perguntar o porque eles se aproximaram deste grupo de jovens.

Os pais sempre tentam se justificar, eximindo-se de responsabilidade ou em outro oposto, sentindo-se completamente culpados. O problema, é que de ambas as maneiras, o problema continua sem solução.

Na maioria dos casos, existe uma autoestima extremamente rebaixada, fazendo com que o jovem se sinta deslocado em seu próprio lar; incompreendido ou simplesmente ignorado. Reforço em dizer, tratar-se de um sentimento por parte do jovem, que não necessariamente é real dentro do lar, mas é real para ele.

Não havendo diálogo e insistência em manter a família unida por alguns momentos em determinado período do dia para saber como cada um se sente, o que pensa ou quais os problemas que acredita ter e como os resolveu – mesmo que contrariado, a princípio -, as fantasias criadas pelo jovem poderão permanecer e se cristalizar através dos comportamentos tidos como de autoproteção (agressividade, rebeldia, isolamento…), fazendo então com que o jovem inicie a aproximação com grupos de jovens que se sobressaem aos demais jovens, mesmo que de maneira negativa, dando uma falsa sensação de poder e liberdade. Na maioria das vezes, através do consumo de etílicos e outras drogas que fazem a realidade se distorcer ainda mais, desviando a atenção de suas próprias dificuldades, deixando de desenvolver habilidades para superá-las, mantendo-se imaturo por longo período, caso este ciclo não seja quebrado.

A trama criada pelo jovem e seu manejo são tão elaboradas e dissociadas com o problema original, que muitas vezes passam despercebidas ao olhar leigo, havendo a necessidade de um profissional gabaritado para intervir junto à família, para promover o restabelecimento da saúde no lar.

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