FOBIA SOCIAL

FOBIA SOCIAL

A fobia se caracteriza pelo medo excessivo e irracional de uma determinada situação, animal, objeto ou lugar. Na fobia social, uma dos espectros do Transtorno de Ansiedade, o temor pronunciado e persistente pode se manifestar diante de uma ou mais situações sociais ou de atuação em público nas quais a pessoa se vê exposta a desconhecidos ou ao vulnerável à julgamentos por parte dos demais, temendo agir de alguma maneire humilhante ou embaraçosa.

Esta fobia, contrariamente a síndrome do pânico que tem sua maior influência em fatores genéticos, vincula-se mais intensamente a vivências complexas, já no início da vida social em família, através de suas percepções sobre como seus pais reagem diante das adversidades e sobre como sente seu ambiente familiar – feliz, harmonioso ou desconfortável, temeroso.

Crianças muito tímidas, com pouco contato com outras crianças de sua idade e que mesmo em seu ambiente doméstico, se mantém afastadas de outros adultos após um breve período de adaptação, demonstram uma forte tendência a desenvolver a fobia social na adolescência; assim como crianças que sofrem agressões verbais na escola e passam por situações marcantes de rejeição e sofrimento do relacionamento interpessoal se tornam ainda mais suscetíveis ao seu surgimento no futuro.

A terapia adequada neste caso, age profilaticamente, evitando que os problemas se agravem na vida adulta, impedindo um pleno desenvolvimento acadêmico, profissional e afetivo, além de evitar a manifestação de novos problemas como a utilização de álcool e outras drogas com o intuito de quebrar a timidez e melhorar o relacionamento interpessoal, desde que detectados os sintomas pelos pais e educadores.

Na grande maioria dos casos são os adultos jovens, entre 20 e 30 anos que buscam por auxílio psicológico diante das inúmeras barreiras encontradas na vida acadêmica por não conseguirem realizar trabalhos com necessidade de exposição, tais como seminários, pesquisas de campo entre outras atividades e, profissionais com grande potencial que se veem estagnados por não conseguirem participar de reuniões, agirem de maneira assertiva e exporem suas ideias, aumentando o grau de frustração e auto estima rebaixada.

Temos que lembrar que a timidez e o medo em nos colocarmos em situações novas e recebermos críticas é normal, a questão está na intensidade sentida pela pessoa, chegando ao ponto de evitar tais situações mesmo que importantes para seu reconhecimento acadêmico, profissional e afetivo, devido ao medo intenso sentido pelo que está por vir.

Não existem tratamentos milagrosos, mas a terapia cognitiva-comportamental, com sessões estruturadas, têm se mostrado eficaz no tratamento da fobia social.

Elizabeth Cristina Hiller
Psicóloga – CRP 06/58.203

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