INTERNAÇÃO É MESMO NECESSÁRIA?

INTERNAÇÃO É MESMO NECESSÁRIA?

Costumo dizer que a internação é um mal necessário, mesmo quando contra a vontade, dependendo do grau de compulsão que o dependente se encontra.

O correto é intervir o mais rapidamente possível, assim que se toma conhecimento da utilização de drogas ou de álcool excessivamente, encaminhando a pessoa para um tratamento ambulatorial, com psicólogo, psiquiatra, assistente social, conselheiro em dependência química etc… Caso a pessoa não se vincule ao tratamento, faltando inúmeras vezes ou simplesmente abandonando o mesmo, dando continuidade ao consumo de drogas, aumentando em quantidade e frequência, acarretando outros problemas associados ao uso, a melhor solução ainda é a internação.

Todos somos resistentes a internação realizada contra a vontade do dependente, mas temos que admitir que dependendo do estágio em que este se encontra em sua doença, não existe outra saída que não o afastamento da sociedade para manter-se em local seguro até retomar sua consciência e capacidade de discernimento.

Sabemos que a dependência química e alcoólica provoca o isolamento do indivíduo, acompanhado por um resfriamento emocional que o distancia  da família e de amigos sinceros, associado a um elevado grau de desconfiança e intolerância com o outro, passando a agir com agressividade e distanciamento afetivo.

O dependente químico e/ou alcoólico, passa a restringir seu convívio social a locais onde sua substância de preferência esteja disponível e seja aceita por seus “novos amigos”.  Deixa de frequentar a escola, acabando por interromper os estudos; passa a faltar com maior frequência no serviço – geralmente as segundas-feiras, após um final de semana de uso intenso. Perde a noção de tempo, saindo rapidamente para “resolver um probleminha”, passando horas ou até dias, fazendo uso da droga ou do álcool.

Estas são apenas algumas transformações pelas quais a pessoa passa, quando se torna um dependente, não conseguindo perceber o fato. Algumas até conseguem, mas boa parte se perde pelo caminho, entrando em óbito não pelo uso, mas pelas consequências de seu consumo, tais como: acidentes de carro, atropelamentos, homicídio, suicídio entre outros.

Aguardar que o próprio dependente decida se deve ou não buscar ajuda, é equivalente a brincar de “Roleta Russa”. Quem quer carregar a culpa por se omitir do problema?

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