O DEPENDENTE NÃO É UM MONSTRO

O DEPENDENTE NÃO É UM MONSTRO

Estamos acostumados a descriminar e excluir de nosso convívio, pessoas que apresentam comportamentos que não aceitamos ou desconhecemos, o que é natural no relacionamento social, pois buscamos pessoas semelhantes para nos relacionarmos. O problema não está na formação natural de grupos constituídos por afinidades, mas no preconceito que nos enrijece a ponto de não buscar informações que nos esclareçam as dúvidas e nos façam rever conceitos.

É óbvio que uma pessoa diagnosticada como dependente químico em plena fase ativa, torna-se um “problema” no convívio, tornando-se inclusive agressivo, dependendo da droga de consumo e de suas características pessoais, pois deixa de apresentar censura e desconecta-se completamente das leis morais que regem a família e a sociedade, mas, quando em recuperação, abstêmio por um período suficiente para recobrar suas características pessoais, praticar as regras de convívio comum e respeito ao próximo, torna-se uma pessoa como outra qualquer.

Via de regra – lembrando que toda a regra possui exceções -, o dependente químico ou alcoólico, são pessoas que apresentaram dificuldades no relacionamento interpessoal, por timidez ou por terem se sentido diferentes, frágeis ou incapazes diante de alguma situação corriqueira, vindo a utilizar o recurso da droga para se sentirem mais completos, competentes, fortes etc.

É sabido tratar-se de mera ilusão, mas que no momento, mostrou-se magicamente eficiente, ou seja, quem as utiliza possuem uma inabilidade emocional e sentimento de inadequação excessiva, que causa sofrimento intenso, que buscaram um caminho mais rápido para solucionar seus problemas, o que de maneira alguma os torna monstros.

A semelhança está entre todos nós humanos, é justamente em buscar a saída mais rápida e curta, pois se apresento uma dor de cabeça, ao invés de procurar auxílio profissional para tratar a causa, prefiro ir a uma farmácia utilizar uma droga que alivie apenas o sintoma.

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