O DEPENDENTE QUÍMICO E SEU ISOLAMENTO

O DEPENDENTE QUÍMICO E SEU ISOLAMENTO

O dependente químico quando se encontra em uso, apresenta uma tendência natural ao isolamento. Este isolamento não é apenas mantido pela sociedade que o descrimina, mas pelo próprio dependente que passa a apresentar uma visão distorcida da realidade, torna-se mais agressivo e intolerante e passa a repudiar as pessoas, que até então, faziam parte de seu convívio comum, dando prioridade a seus companheiros de uso. Com o passar do tempo e a evolução da doença, este passa a se isolar cada vez mais, consumindo  maiores quantidades da droga e sozinho, em locais que não será incomodado. Quando este mesmo indivíduo é encaminhado para uma internação, o processo de ressocialização deve fazer parte de seu tratamento, com o auxílio de seus familiares, para que possa, ao sair do centro de reabilitação, retomar sua vida junto a sociedade e reaprender e se relacionar com as pessoas, respeitando e sendo respeitado.

A internação deve ser vista apenas como parte de um processo de recuperação, e não como única alternativa para o dependente.

Manter o dependente químico afastado devido ao estigma criado, é torná-lo vulnerável para retomar padrões de comportamento anteriores, que o levarão novamente  ao uso de substâncias.

Não podemos esquecer que a grande maioria dos dependentes, encontraram em seus “amigos”, alguém que os escutavam, compreendiam e aceitavam, pois sentiam-se verdadeiros estranhos dentro de seus próprios lares.

Temos que aprender a nos relacionar, a ouvir e participar efetivamente da vida de quem amamos, se o quisermos fazendo parte de nosso cotidiano.

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