O DIÁLOGO É GRANDE REMÉDIO

O DIÁLOGO É GRANDE REMÉDIO

Vivemos num mundo controverso, onde a comunicação através das redes sociais, via internet, estão cada vez mais intensas. É comum observarmos pessoas mandando mensagens por celular, mas o contato e a conversa informal e próxima, se torna cada vez mais difícil e inconsistente, pois, as raras vezes que nos deparamos com um grupo de pessoas para nos distrair ou até mesmo em casa para conversar com nossos pais ou nossos filhos, permanecemos preocupados com o que está sendo postado a nosso respeito e como responderemos a determinado assunto.

Parece que de maneira inversamente proporcional, aumentamos a necessidade de falar virtualmente, mas nos distanciamos do vínculo afetivo proporcionado pela proximidade física e escuta atenta do outro. Nossos relacionamentos parecem ser cada vez mais superficiais.

Não estou condenando a internet ou as redes sociais; muito pelo contrário, pois também as utilizo. Estou apenas levantando um alerta para que possamos dar valor e atenção ao diálogo familiar, sem a intervenção de amigos, colegas, conhecidos…. Precisamos fazer parte da vida do outro, saber o que este está pensando, sentindo e vivenciando. Somente assim consigo auxiliar, através da identificação das necessidades reais da minha família, orientando de maneira adequada sobre como lidar com determinadas situações e superar dificuldades, deixando claro que ninguém em nosso lar está sozinho e que todos estão sendo enxergados como indivíduos.

A utilização do álcool e outras substâncias, surge na maioria dos casos, quando a criança, adolescente ou até mesmo adulto, se sente sozinho, ignorado ou incompreendido, seguindo em direção a grupos de pessoas semelhantes, com os mesmos sentimentos, que acabam por oferecer a substância mágica para se sentir bem.

Não sei se podemos impedir o uso experimental de drogas em nossos lares, mas podemos tentar de todas as maneiras evitá-lo, primeiro com o nosso próprio exemplo e depois, com o convívio próximo mantido e fortalecido através do diálogo, do falar e ouvir atentamente.

Elizabeth Cristina Hiller
Psicóloga -CRP 06/58.203

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