Pais e Filhos

Pais e Filhos

Por vivermos num mundo capitalista, nos dedicamos de maneira exagerada ao trabalho, com o propósito de oferecer aos filhos, uma condição financeira mais confortável, capaz de proporcionar uma melhor qualidade de vida e de preparo para o ingresso no mercado de trabalho futuro, cada vez mais exigente.

Cobramos apenas que estudem e que não nos tragam problemas. Privamos nossos filhos de terem limites, de serem responsáveis,  de darem valor ao trabalho e a conquista através da dedicação, e, quando algo errado acontece, procuramos esconder e proteger erradamente, com intuito de diminuir nossa própria culpa, procurando concertar um erro através de outro erro.

Como fazemos isso? Distorcendo os valores que fundamentam a instituição família, que confunde o amor que dá carinho, atenção e orientação,  com o que compra bens materiais; que encobre erros como pequenos furtos, desrespeito ao próximo através de agressões verbais e físicas, que não permite que se responsabilizem pelos próprios atos, que não impõem limites etc. Fingimos que não vemos o que acontece, pois é doloroso demais assumir que falhamos na educação de nossos filhos e que estes estão fugindo dos nossos ideais.

Quando estamos atentos, percebemos a mudança drástica pela qual passa o adolescente que inicia seu uso de drogas e, se conhecemos as necessidades de nosso filho, sabemos como orientar e evitar que este comportamento continue.
Precisamos ter em mente, que como pais, somos referencia para nossos filhos. Se priorizarmos a cerveja do final de semana, o cigarro consumido todos os dias, o baseado que alguns insistem em considerar natural e não danoso ao organismo, não teremos moral para evitar ou recriminar a utilização de tais substâncias  por nossos filhos, nem de outras que venham a consumir. Além do mais, não temos como saber com certeza se teremos em nossa casa um simples usuário ou um dependente químico ou alcoólico. Será que vale a pena arriscar oferecendo drogas legalizadas ou fazendo-se acreditar que mesmo a ilícita é inofensiva.

Será que realmente, quando o problema de dependência ocorre dentro de nossas casas, não somos mesmo responsáveis pela doença manifesta?

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