PSICOTERAPIA FAMILIAR

PSICOTERAPIA FAMILIAR

Muitos da geração de 1990 devem lembrar dos almoços em família aos domingos, dos passeios aos parques nas tardes de sábado e da sessão cinema em casa para ver aquele filme escolhido por votação, tudo para ficar “juntinhos” e aproveitar cada segundo ao lado das pessoas amadas.

Quando crianças, ao chegar da escola e fazer nossos deveres, brincávamos nas ruas, jogando bola, brincando de pega pega, esconde esconde, amarelinha, criávamos cartinhas de amor e agradecimentos para entregar aos nossos cuidadores na hora do jantar. Também brincávamos de consultório, pegando aquele telefone velho da avó que não funcionava mais, e uma agenda toda rabiscada que nossos pais sempre tinham, criávamos nosso palco de acordo com a imaginação, poderíamos ser astronautas, médicos, veterinários, palhaços, enfermeiros, brincávamos de casinha, de comidinha, de caixa de supermercado, que éramos o cachorro da amiga (quem nunca brincou que era um cachorro antes?). Ao anoitecer estávamos sujos, suados, mas ao deitar em nossas camas limpinhas, sonhávamos como anjos, pois estávamos relaxados, exercitamos a imaginação, o corpo e o social. Passamos pelas experiências de frustração quando algum amiguinho não deixava brincar com o seu brinquedo ou quando a melhor amiga mostrava a língua e não queria mais brincar. Nos ofendíamos do fundo do coração, pois era a maior decepção que poderia ter ocorrido naquela tarde.

Ei! Psiu, acorda! Estava bom voltar ao tempo e lembrar de todas as experiências que passamos com nossos entes queridos e amigos. Muitas risadas, choros, emoções. Quantos de vocês proporcionam esta experiência aos seus filhos hoje em dia? Quantos se reúnem à mesa para a refeição e falar como foi o dia de cada um? Quantos fazem uma programação em família (sem gasto financeiro) para proporcionar um momento de interação entre pais e filhos?

Pode parecer simples, mas essas atitudes fortalecem nosso vínculo familiar, nos dão aberturas para aquelas conversas onde temos dificuldades em expor ao outro (principalmente crianças) assuntos que nos trazem desconforto, seja por receio de acharem que somos tolos, seja por medo de sermos punidos. Essas atitudes reforçam a confiança nos membros da família, criam companheirismo e trabalho em equipe, emergem um canal para conhecimentos de valores morais e éticos que servirão de exemplos e lembranças para o resto da vida.

A psicoterapia familiar auxilia seus membros a criar um vínculo de interação, proporcionando abertura para assuntos latentes da relação que serão trabalhados na psicoterapia, proporcionando saúde psíquica dos mesmos.

Nunca é tarde para proporcionar qualidade de vida emocional a todos de sua família.
A atitude deve partir de você, basta querer.

Patrícia de Rosa Martinho
Psicóloga -CRP 06/123.099

Se você gostou deste post curte no seu perfil do facebook.