Terapias em Grupo

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O ser humano desde o seu nascimento, participa de diferentes grupos, numa constante dialética entre a busca de sua identidade individual e necessidade de uma identidade grupal social. O mundo interior e o exterior são a continuidade um do outro, da mesma maneira, o individual e o social não existem separadamente, ao contrário, se complementam, confundindo-se entre si.

A referência metodológica seguida nos grupos terapêuticos na CUORE, além de possuir uma leitura psicanalítica, utiliza-se da técnica de grupo operativo, do Psiquiatra e Psicanalista argentino Pichon Rivière, que consiste em um trabalho com grupos, cujo objetivo é promover um processo terapêutico e de aprendizagem para os sujeitos envolvidos.

{Aprender em grupo significa uma leitura crítica da realidade, uma atitude investigadora, uma abertura para as dúvidas e para as novas inquietações, através da partilha, buscando construir uma nova relação social.}

O grupo terapêutico operativo, busca esclarecer as dificuldades individuais, romper com os estereótipos e possibilitar a identificação dos obstáculos que impedem o desenvolvimento do indivíduo e que, além disso, o auxilie a encontrar suas próprias condições de resolver ou enfrentar seus problemas.

Podem se beneficiarem dos grupos terapêuticos, indivíduos com problemas de autoestima rebaixada, hipertensos, diabéticos, obesos, com dificuldades de relacionamento social e afetivo, dependentes químicos e alcoólicos, jogadores compulsivos, entre outros tantos distúrbios que acometem o indivíduo em nossa sociedade.

 

Um pouco da história

A inauguração do recurso grupoterápico começou com o Dr. J. Pratt, médico tisiologista americano que, em 1905, em uma enfermaria com mais de cinquenta pacientes tuberculosos, criou, intuitivamente, o método de “classes coletivas”, as quais consistiam em uma aula prévia, por ele ministrada, sobre a higiene e os problemas da tuberculose, seguida de perguntas dos pacientes e da sua livre discussão com o médico. Esse método mostrou excelentes resultados na aceleração da recuperação física dos doentes, baseada na identificação desses com o médico, numa estrutura familiar-fraternal, que hoje chamamos de “função continente”. Desde então, inúmeros profissionais da área da saúde, passaram a utilizar-se do método, que atraíram olhares de inúmeros teóricos, Freud; J. Moreno; K. Lewin; S.H. Foulkes; Pichon Rivière e W.R Bion.

Elizabeth Cristina Hiller
Psicóloga – CRP 06/58.203

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