SINDROME DE BURNOUT NA EDUCAÇÃO

SINDROME DE BURNOUT NA EDUCAÇÃO

Já ouviu falar nesta síndrome? Talvez não tenha escutado, mas pode se identificar com ela após saber ao que se refere.

Freudenberger (1974), criou a expressão “staff burnout” para descrever uma síndrome composta por exaustão, desilusão e isolamento em trabalhadores da saúde mental, e desde então, tal síndrome tem sido tema de um grande número de artigos, livros, e discussões em congressos.

O termo burnout é definido, segundo um jargão inglês, como aquilo que deixou de funcionar por absoluta falta de energia. Metaforicamente é aquilo, ou aquele, que chegou ao seu limite, com grande prejuízo em seu desempenho físico ou mental.

Os efeitos da  Síndrome de Burnout sobre o profissional podem prejudicá-lo em três níveis: individual (considerando-se aspectos físicos, mental, profissional e social), profissional (baixo desempenho, apresentando negligência e lentidão em seus afazeres; relacionamento com colegas de trabalho e/ou alunos/ pacientes deficitário e impessoal) e organizacional (conflitos com membros da equipe de trabalho, absenteísmo, rotatividade, etc).

 O burnout é consequência  de um processo crônico de estresse e pode estar associado a transtornos do humor  e de ansiedade.

A clínica mostra que nos dias atuais uma das áreas mais afetadas por esta síndrome é a da educação, com inúmeros educadores sendo afastados de seus cargos devido à licença médica, apresentando dificuldades para retomar suas funções.

Para o diagnóstico, existem quatro concepções teóricas, sendo a mais utilizada nos dias atuais, a concepção sociopsicológica que considera as características individuais associadas as do ambiente e as do trabalho, propiciando o aparecimento dos fatores multidimensionais da síndrome, como a exaustão emocional, o distanciamento afetivo, a baixa realização profissional (Cherniss, 1980b; World Health Organization, 1998).

A exaustão emocional abrange sentimentos de desesperança, solidão, depressão, raiva, impaciência, irritabilidade, tensão, diminuição de empatia; sensação de baixa energia, fraqueza, preocupação; aumento da suscetibilidade para doenças, cefaléias, náuseas, tensão muscular, dor lombar ou cervical, distúrbios do sono. O distanciamento afetivo provoca a sensação de alienação em relação aos outros, sendo a presença destes muitas vezes desagradável e não desejada. Já a baixa realização profissional ou baixa satisfação com o trabalho pode ser descrita como uma sensação de que muito pouco tem sido alcançado e o que é realizado não tem valor.

Burnout foi reconhecido como um risco ocupacional para profissões que envolvam saúde, educação e serviços humanos. No Brasil. O Decreto no. 3.048, de 6 de maio de 1999, aprovou o Regulamento da Previdência Social, e em seu Anexo II, trata dos Agentes Patogênicos causadores de Doenças Profissionais.

O trabalho do psicólogo com o paciente é importante, mas não eliminará a possibilidade de surgimento de novos casos na instituição de ensino ou de saúde, caso este não desenvolva um trabalho conjunto para melhorar o ambiente de trabalho e o relacionamento entre alunos, educadores, coordenadores e dirigentes da instituição, buscando um ambiente mais saudável.

 

Elizabeth Cristina Hiller
Psicóloga – CRP 06/58.203

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