Suicídio de Mulheres

Suicídio de Mulheres

O número de suicídios de mulheres de 15 a 34 anos na capital, que representava 20% do total nessa faixa em 2010, pulou para 25% quatro anos depois.

De acordo com o “Mapa da Violência — Os Jovens do Brasil”, estudo elaborado pela Flacso (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), a taxa de suicídio dos jovens em São Paulo aumentou 42% entre 2002 e 2012.

Psiquiatras entrevistados pela Folha citam o agravamento de doenças psíquicas como o principal fator para explicar o aumento de casos entre jovens mulheres. Contribuem também aspectos como maior competitividade e pressão — profissional e familiar —, bullying, dificuldade para lidar com decepções e o consumo de álcool e drogas. (Bruno Santos/Folhapress; e UNIAD).

Todos estes aspectos acima citado são relevantes e estão associados a algum tipo de  Transtorno de Humor ou de Ansiedade onde o indivíduo é assolado por um sentimento de inadequação, incapacidade e desesperança.

As mudanças tecnológicas e a rapidez  na aquisição de  informações adquiridas nos meios de comunicação, força-nos a mudar de crenças e comportamentos na mesma velocidade, nos fazendo esquecer  que somos  humanos e não máquinas, nos frustrando quando não somos capazes de responder à altura que julgamos necessária. Necessitamos de tempo para nos adaptar a novos conceitos, aprender a lidar com novas tecnologias, a interagir com outras pessoas de culturas diferentes, adaptar a novas tecnologias e, principalmente aceitar nossas próprias limitações, sabendo que somos capazes de superá-las com esforço e dedicação, e caso nossas metas não sejam atingidas na proporção desejada, ainda podemos aprender a conviver com nossas “deficiências”, aceitando a nós mesmos e aos outros, respeitando as diferenças de cada um, para então podermos ser respeitados.

O consumo de álcool e drogas pelos jovens tem aumentado a cada dia, de modo desenfreado como se não houvesse amanhã, tanto para se “divertirem” como para se sentirem poderosos e não sofrerem com as frustrações. Não podemos deixar de ter em mente que o uso abusivo de álcool e drogas é uma atitude suicida que mata lentamente, não apenas o dependente, mas a família, a humanidade.

Se olharmos por este prisma, veremos que o índice de suicídio é muito maior do que o divulgado, até mesmo porque não irá constar morte por suicídio ou por uso de drogas ou álcool no atestado de óbito, mas morte por enforcamento, parada cardiorrespiratória, cirrose, entre outras tantas possibilidades, e estão morrendo não apenas mulheres, mas também homens, principalmente nossos jovens.

Elizabeth Cristina Hiller
Psicóloga – CRP 06/58.203

Se você gostou deste post curte no seu perfil do facebook.