TER FILHOS É FÁCIL? E CRIÁ-LOS?

TER FILHOS É FÁCIL? E CRIÁ-LOS?

Ter filhos e criá-los não é tarefa fácil e requer muita responsabilidade e cuidados por parte dos pais e também daqueles que se propõem a orientá-los, como os educadores.

Tudo o que acontece dentro de um lar, com os membros de uma família, ou no ambiente escolar, criará uma marca indelével que afetará cada um a sua maneira, de acordo com sua percepção sensorial  e afetiva do fato, gerando uma compreensão única e que levará como experiência nos relacionamentos futuros.

Imaginem um casal que diante de seus filhos, discutem acirradamente, onde cada qual desfere ofensas um ao outro, mais especificamente,  uma mulher que não aceita o fato de seu esposo não ganhar o suficiente para prover todas as suas vontades consumistas, passando a desmerecê-lo e exaltando sua insignificância . Estas informações serão elaboradas e significadas, gerando uma “regra” pessoal para situações futuras que se assemelhem a esta. Isto significa que em sua vida adulta, a probabilidade destas crianças virem a apresentar algum tipo de  problema no relacionamento afetivo, aumenta significativamente, por julgar serem seus parceiros “desqualificados”, confirmando-se a fantasia trazida da infância, causando, por exemplo, dificuldade em encontrar um parceiro ou ocorrerem separações recorrentes.

Na escola, um educador que se encontra num quadro de estresse elevado, por exemplo, e que diante de um aluno que busca esclarecimento sobre a tarefa solicitada é recebido de maneira verbalmente agressiva e fisicamente distante, pode passar a mensagem para a criança de que ela é “burra” e que não deve incomodar com perguntas tolas, porque nunca será capaz de compreender o que lhe for ensinado.

Estas são apenas algumas situações fictícias, utilizadas para exemplificar possibilidades, uma vez que o ser humano é extremamente complexo e cada caso possui sua especificidade. Fato é que nossos sentidos absorvem todas as informações obtidas através de nossas experiências pessoais,  que de alguma maneira geraram sentimentos, sejam eles bons ou ruins, permanecendo gravados em nossas memórias e que irão permanecer, influenciando nossas relações e decisões futuras, independentemente do tempo em que ocorreram. O problema está na tendência que temos em generalizar os fatos, o que pode nos prejudicar em nossas escolhas, tonando-nos estagnados e inconformados com a mesmice em nossas vidas.

Precisamos lembrar que somos falíveis sim, mas que devemos estar atentos para a reação de nossas crianças e buscar orientação profissional para identificarmos nossas falhas e corrigi-las, auxiliando nossos filhos a corrigirem também suas crenças falsas desenvolvidas, a fim de torná-las aptas a uma vida sensata, plena, produtiva e bem sucedida, diante de escolhas conscientes.


Elizabeth Cristina Hiller

Psicóloga – CRP 06/58.203

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